Home » Dinheiro » Mulher de Dirceu faz campanha no Twitter: ‘golpe nunca mais’ – Terra Brasil – Site Mentalidade

Mulher de Dirceu faz campanha no Twitter: ‘golpe nunca mais’ – Terra Brasil – Site Mentalidade

fazer

O advogado de José Dirceu tentou desqualificar as acusações da Procuradoria Geral da República nesta segunda-feira. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O advogado de José Dirceu tentou desqualificar as acusações da Procuradoria Geral da República nesta segunda-feira
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Enquanto os advogados dos réus do mensalão se revesavam nos discursos de defesa no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, a mulher do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, mobilizava uma campanha pelo Twitter para defender o marido, acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de ser chefe de quadrilha. Evanise Santos republicou dezenas de mensagens de apoiadores, que criaram as hashtags #GolpeNuncaMais e #ApoioDirceu.

Conheça quem são os 38 réus do mensalão
Saiba quem são os ministros e como costumam votar
Saiba como será o julgamento do mensalão dia a dia
De lanche gigante a calcinha antifurto: veja o que o mensalão inspirou

“Os depoimentos contidos nos autos da AP 470 (mensalão) inocentam Zé Dirceu”, dizia uma das mensagens. Em outro post republicado por Evanise, um apoiador escreveu: “Dirceu não telefonou, não enviou e-mail, não botou a mão em grana e ainda assim o Gurgel (procurador-geral da República) acha que ele é o chefão. E tem quem apoia Gurgel”.

Boa parte das mensagens de incentivo ao ex-ministro foram publicadas por militantes do PT, que usaram as hashtags para divulgar a indignação contra o julgamento. “Qual parlamentar disse que Dirceu o procurou? Nenhum. Com base em que prova Dirceu pode ser acusado disso?”, questionava outra publicação.

A assessoria do ex-ministro não confirmou que ele tenha assistido pela televisão a sessão do STF desta tarde, apenas disse que Dirceu aproveita os dias de julgamento para descansar ao lado da família na casa que possui em Vinhedo (SP). Ele fez um acordo com sua defesa de que se manteria calado, sem nenhum contato com a imprensa, até o fim do julgamento.

Ao fazer a defesa do réu nesta tarde, o advogado José Luis de Oliveira Lima acusou a PGR de não apresentar provas de que seu cliente era o chefe da quadrilha. “O Ministério Público não comprovou sua tese não por incompetência, não por inércia. Mas sim, porque não é verdade que existiu a propalada compra de votos. Não é verdade que José Dirceu, com os demais acusados, procuraram parlamentares da base aliada, oferecendo quantias em dinheiro, para que votassem com o governo”, afirmou.

O mensalão do PT

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.

Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.

? ? ?

Cyber Seo Blog » M-FAZER DINHEIRO
Mentalidade: Mulher de Dirceu faz campanha no Twitter: ‘golpe nunca mais’ – Terra Brasil

Matérias Relacionadas:

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>